Bento XVI – Viagem ao Médio Oriente
O Papa Bento 16, chefe vitalício da ICAR, encontra-se em viagem aos sítios onde foram criadas as três religiões monoteístas. Vai falar de paz, como é hábito da função, onde ninguém esquece as guerras que dilaceram os três monoteísmos.As Cruzadas não são um cartão de apresentação que tranquilize os anfitriões sobre o sucessor de Urbano II. A obsessão de B16 em querer canonizar o Papa Pio XII não ajuda às relações com os judeus e, muito menos, aquele gesto de reintegrar um bispo fascista que nega o Holocausto.
Quanto aos muçulmanos, a afirmação de que os ensinamentos do profeta Maomé são "diabólicos e desumanos", uma afirmação sua de rara autenticidade, não seduzem os fundamentalistas islâmicos. E os crentes são fundamentalistas, seja qual for a religião.
O Papa não vai apagar do Novo Testamento as centenas de afirmações anti-semitas, os muçulmanos não vão rasgar as páginas do Corão que os manda recorrer à espada para convencerem a humanidade a virar-se para Meca e os judeus não apagam da Tora a certidão do Registo Predial Celeste que lhes confere, como povo eleito, a propriedade da Palestina.
É com este ódio visceral que vão decorrer as negociações sobre um património que os judeus ocupam por usucapião, os muçulmanos reclamam com argumentos históricos e o Papa quer reaver por estar ligado aos primórdios do cristianismo. Não é fácil o acordo e é discutível a legitimidade papal para representar o cristianismo pois há muitos cristãos que vêem B16 com o mesmo amor que os muçulmanos dedicam ao toucinho.
É altura de os três monoteísmos renunciarem aos direitos históricos, ao proselitismo e ao ódio, acatando a laicidade e a liberdade religiosa. Não haverá paz enquanto direitos inalienáveis como a apostasia, o livre-pensamento e a autodeterminação religiosa não forem reconhecidos e defendidos em todo o mundo e enquanto o direito penal não for autónomo do direito canónico, por mais que custe ao clero e à multidão de parasitas da fé.
Comentários
O Holocausto existiu e não é moralmente sério nem humanamente tolerável pôr em dúvida o genocídio vergonhoso e cruel.
Ah, F.Tudjman, ex-presidente croata, negou o holocausto ustasha. Pq a grande midia não o apedrejou da mesma forma que faz com os negadores do holocausto nazi?? ah, claro... a midia prefere abafar o caso ustasha em total conluio com a ICAR...
Quantos holocaustos ocorreram e tem ocorrido e muitos ficam indiferentes??
Considero os negacionistas nazis. É tudo.
"Considero os negacionistas nazis. É tudo"
Você está generalizando. Que eu saiba, 1 verdadeiro nazi afirma o holocausto e de maneira orgulhosa.
Quem não deve não teme, se a verdade apoia a estória do holocausto então por que temeriam toda espécie de negação ou dúvida ?
É a mesma boa e velha asneira de jogar as pessoas nos extremos, se você não concorda com os massacres que os judeus cometem então você é nazi, se você é ateu então você é comunista, desumano , desgraçado, desviado, etc.
Ou seja, quem já é adulto deveria muito bem saber que esse estilo de argumentação apenas espalha falsidade.
Perto deles Mengele era um escoteiro.
Mas alguém os pune por suas negações?
Eles tiveram que pagara milhões em indenizações?
Não, por que os mortos não eram judeus, e sim um bando de asiáticos para quem os vencedores da guerra não deram a mínima.
A primeira, o processo de reabilitação do bispo católico ultraconservador Richard Williamson, acusado de negacionismo em relação ao Holocausto.
A presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Charlotte Knobloch, declarou perante estes incongruências que a solidariedade de Bento16 “oferece” aos judeus só será aceite, se o bispo Richard Williamson, prestar contas pelas suas infames declarações e daí resulte a cessação das suas funções como clérigo.
...a ICAR pretende reintegrá-lo!
Depois, os planos do Vaticano para canonizar Pio 12, facto que “irrita” solenemente os judeus. O papa optou por passar ao lado do Museu do Memorial, onde um painel zurze em Pio 12, acusando-o manter-se silencioso perante o Holocausto.
Será justo afirmar que os seus dois antecessores de passagem por estas paragens, não tiveram mais coragem.
O fim último da visita poderá ser o aproveitamento deste momento político para o fortalecimento do cristianismo na Jordânia, Israel e Palestina, aproveitando esta região como encruzilhada destas 3 religiões monoteístas, reveladas, para apagar a hipocrisia dos católicos da liturgia da Sexta-feira Santa que pede a conversão dos judeus.
O papa que fez retroceder a celebração da missa para o latim, contrariando a evolução conciliar, não tem poderes para excluir da liturgia este anátema?
A visita tem implicações políticas, embora o Vaticano, passe os dias a negá-las.
Na Jordânia a confusão já começou com a sua insólita afirmação que a violência na sociedade é resultado de manipulações ideológicas das religiões, com fins políticos…
Dirigia-se aos judeus, aos muçulmanos ou às 3 religiões?
Bento 16 não peregrina por terras do Médio Oriente.
Promove uma arriscada itinerância por trilhos armadilhados…