A insustentável leveza da irresponsabilidade

Manuela Ferreira Leite anunciou, esta sexta-feira, que o PSD está disponível para alterar a lei do financiamento dos partidos, um dia depois de António Costa (PS) ter apelidado esta lei de «desastrosa» e uma semana depois da nova legislação ter sido aprovada com o voto favorável de todas as bancadas.

Também esta sexta-feira Paulo Pedroso e Vera Jardim consideraram que a entrada de «dinheiro vivo» aumenta as hipóteses de fraude.

Comentário: Para além da injustiça desta lei, cuja votação me pareceu desastrada, Manuela Ferreira Leite já deve ter adivinhado que o PR se prepara para brilhar.

Comentários

ana disse…
Parece que são muito próximos, não é?
e-pá! disse…
Já que enveredamos por intervenções desastradas, a do vice-presidente da bancada do PS, Ricardo Rodrigues, merece uma profunda reflexão sobre o exercício de funções políticas em representação do povo.

Acusar de ânimo leve João Cravinho de não ter lido a lei, bem como da invenção das "histórias da carochinha" que aí foram enxertadas, é tentar deitar poeira para os olhos dos portugueses que, diga-se em boa verdade, têm dificuldades em encaixar o finaciamento do Estado aos Partidos...mas têm seguido com interesse e alguma preocupação as suas rejeitadas propostas quanto ao combate à corrupção no nosso País.
Toda a gente se lembra porque foi João Cravinho enviado em degredo - ou num exílio dourado - para Londres. Andava a levantar demasiadas "ondas"....

Quando chegamos a este ponto o melhor é fazer como Manuel Pinho: - lançar um pregão pela farinha Maizena...

Quando um socialista da estirpe de João Cravinho apela ao Presidente da República afirmando que a nova lei é "uma pouca vergonha" e uma "porta aberta à corrupção", começa a sentir-se que há algo de podre no reino da Dinamarca...
polytikan disse…
façam as vossas apostas, diz esta lei. precisamos de mudar o óleo, dizem os partidos.
polytikan disse…
os partidos precisam de dinheiro para passar a mensagem. o tempo de antena na rtp não chega. ele há as empresas ditas de eventos, que dão emprego a muita gente, desde logo a políticos e acompanhantes. mas cheira mais a democracia em saldo, quem dá mais, uma espécie de leilão dos votos, ou serviços de aposta, como quem vai às corridas de cavalos, senão mesmo o totoloto. façam as vossas apostas, ninguém disse que a democracia dos partidos era coisa de virgens com alergia ao dinheiro. é pelo contrário dos que frequentam o sistema de alternância e dos que lá trabalham, que a vida está dura para todos. se a propósito do mercado livre se falou em economia do casino, a propósito desta lei pode falar-se em democracia da lerpa, para não dizer dos lerdos.

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