Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
No eventual envio de tropas portuguesas para o Iraque, situação que o, então 1º. ministro, J M Barroso terá discutido (e acordado?) com a Administração Bush, o PR português, de então, Jorge Sampaio, justificando-se na inexistência de um mandato do CS da ONU, se bem me lembro, terá limitado essa intervenção de forças policiais militarizadas (GNR).
Não foi assim?
O então PR Jorge Sampaio terá solicitado uma "comunicação fundamentada" e condicionado o âmbito da intervenção portuguesa...
Mas, uma real avaliação dos poderes do PR é sempre um delicado problema do âmbito de revisão constitucional, nomeadamente de equlibrios entre poderes, não devendo ser tratado, desta maneira, como uma situação avulsa e aprovado nas costas da AR (i.e., no Conselho de Defesa Nacional).
Portanto, será mais correcto falar em documento clarificador.
A não ser que se entenda esta clarificação interpretativa como moeda de troca ao contestado Estaturo dos Açores.
Se for, vamos por veredas... e atalhos.