Momento zen de segunda
Ponte Europa/DA/Pitecos- ZédalmeidaJoão César das Neves (JCN) errou a vocação. Em vez da economia devia ter seguido a teologia. Teria sido um excelente «estudante de teologia» e seria hoje um eminente teólogo que uma legião de crentes exaltaria.
Não teria sido assessor de Cavaco para a área económica mas seria o exegeta de serviço à Conferência Episcopal para a interpretação dos textos sagrados ou, no caso de uma teocracia, titular do Ministério de Fomento à Virtude e de Prevenção do Vício, uma das pastas mais importantes em qualquer Governo teocrata com talibãs que se prezem.
Na sua homilia de hoje, no DN, JCN diz coisas verdadeiras e coisas interessantes mas as primeiras não são interessantes e as últimas não são verdadeiras. Leia-se a homilia completa.
Quem tem em mais elevado apreço a salvação da alma do que a liberdade de expressão facilmente defende que «Os muçulmanos têm justificadas razões de queixa, a juntar aos cartoons nórdicos, que aliás se repetiram essa semana na Suécia», o que certamente justifica a fúria devota com que se dedicam ao terrorismo, porque «Os ocidentais, ditos civilizados, parecem não saber a diferença entre liberdade de expressão e insulto soez e gratuito».
Com JCN ficamos a saber que:
- «o primeiro regime teocrático xiita da História [Irão] não é uma ditadura desmiolada. É uma democracia que há quase três décadas manobra com argúcia na cena mundial»;
- o discurso de Bento XVI na Universidade de Ratisbona foi «um texto genial» que nos conduz (deduz-se que se refere a todos os homens e, talvez, também às mulheres) a esta conclusão: «A única salvação é aderir à razão serena e ao Deus do amor, como diz a grande maioria dos muçulmanos e americanos».
JCN parece desejar uma democracia à medida de Bush e de Mahmoud Ahmadinejad sobretudo se Bento XVI puder orientá-la à vontade do único Deus verdadeiro - o seu.
Comentários
Pelo que debita nos seus escritos nos jornais, ou quando lhe dão voz na TV, acho as suas opiniões cheias de lugares comuns, e com muito pouco a acrescenter ou contrariar àquilo que o outro disse antes.
Segundo concluo da sua interpretação acerca dos debates e, ainda, a natural confusão dos escritos do próprio, o Prof. JCN bem poderia abandonar o magistério educativo e o ofício de comentador de causas perdidas sendo "promovido" a sacristão de Bento XVI.
Parece, perito em dizer "Amen".
Não acharia mais útil?
O que eu concluo é que J. C. N., se abandonasse o Magistério Educativo (segundo alunos e ex alunos dele)haveria uma perda, para o Ensino.
O sr. em questão poderia sómente dedicar-se a isso, e nas horas vagas, seguir Bento XVI, na cruzada que este desenhou no retrocesso da Igreja Católica, claro sendo sómente coralista a parte do ... Amen.
Um Forte abraço, e um dia positivo.
P.S.: Uma perguntita:São os religiosos que p+erdem tempo com os ateus, ou são os ateus quem mais perde tempo com a religião?!
Palavras para que?
Vão trabalhar malandros!